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Produção brasileira de grãos deve chegar a 290 milhões de toneladas na safra 2021/2022

O agronegócio do Brasil está caminhando para mais um recorde

AgroMais 30/08/2021 • 20:54
Mais uma vez, a safra de grãos bateu recordes no Brasil
Mais uma vez, a safra de grãos bateu recordes no Brasil
Shutterstock / Orientaly

A produção brasileira de grãos está caminhando para mais um recorde. O país deve colher quase 290 milhões de toneladas na safra 2021/2022. O anúncio foi divulgado na última quinta-feira (26), pela própria ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em seminário realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Os dados apresentados mostram que o Brasil segue a passos largos para a meta de produzir 300 milhões de toneladas em grãos em uma mesma safra, o que foi comemorado pela ministra. “Não quero aqui antecipar demais as informações que iremos receber ao longo do evento. A partir de outubro, a Conab dará início aos seus levantamentos de campo, então nós teremos informações mais precisas desta safra, que tem tudo para trazer bons resultados aos nossos produtores e para nossa economia", revelou.

Essa expectativa de alta com safras cada vez maiores das principais culturas produzidas no Brasil também foi enaltecida pelo presidente da Conab, Guilherme Ribeiro: "Temos a previsão de mais uma safra recorde, estimada em 289,6 milhões de toneladas, e rumo a 300 milhões de toneladas. Um recorde na produção de milho e soja, e o Brasil permanecendo como o maior exportador de soja do mundo".

Na cultura do arroz, a área plantada do cereal sofreu com a queda de quase 40% nos últimos 10 anos, principalmente no Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país. Porém, as perspectivas são melhores, já que a produção estimada é de 11,8 milhões de toneladas, incremento de 0,4%.

Outro ponto levantado pelo gerente de Inteligência e Análise Econômica da Conab, Sérgio Santos, foi para as exportações, com 1,4 milhão de toneladas contra 1,15 milhão em 2021. Os motivos são a escassez de arroz no mercado mundial e o preço competitivo no mercado interno.

"Nós vemos uma leve tendência de recuperação do consumo, principalmente após o início da pandemia. No ano passado, a gente sofreu bastante com questão de renda, houve uma retração de renda, isso estimulou o consumo de arroz, agora estamos saindo da pandemia, o arroz tem se tornado aí um importante alimento nesse período, dado que ele é um produto que tem um custo menor", explicou.

Para o feijão, os técnicos da Conab fazem uma projeção de estabilidade para a próxima safra, com um preço em torno de R$ 310 para o grão cores, exemplos do fradinho e branco, e R$ 260 para o preto. O Gerente de Fibras e Alimentos, Bruno Nogueira, explica: "É esperada uma melhora da produtividade, dados os problemas da safra anterior, de 5,6%, que daria um aumento de 5,6% também na produção".

Para a próxima temporada, a Conab estima que a soja, principal oleaginosa produzida no Brasil, tenha uma área reservada de quase 40 milhões de hectares, uma ampliação de 3,6% se comparado com a última safra. Com produtividade de 3,5 kg por hectare, a produção deve ser de pouco mais de 141 milhões de toneladas. A estimativa de preço para a soja pode variar de R$ 117 a R$ 169 para cada 60 kg, e isso pode garantir uma rentabilidade entre 54% a 68%, segundo o gerente de Produtos Agrícolas da Conab, Fernando Motta: “Diante dessa perspectiva de aumento de área e de aumento de produção, acreditamos que o Brasil continuará sendo o maior produtor mundial de soja, seguido dos Estados Unidos e da Argentina, e sabemos que o nosso principal demandante é a China, então acreditamos que ela deva manter o seu crescimento de esmagamento, sua necessidade de demanda. Por conta disso, podemos esperar que exista uma demanda sustentada pela soja brasileira", ressalta.

Por fim, os técnicos da Conab apresentaram as projeções para o milho. A expectativa é de que haja uma recuperação na oferta do grão, isso porque o desenvolvimento do cereal, no período passado, foi prejudicado, em razão das condições climáticas adversas, o que provocou uma redução de 10% na produção. Para a safra que vem, a área total plantada deve ficar em torno de 20 milhões de hectares, e uma produção de 115 milhões de toneladas, o que pode representar quase 34% a mais em comparação à safra atual.

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