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COP26 é grande oportunidade para o Brasil liderar mudanças globais em prol de energias renováveis e combustíveis limpos

Segunda edição da live Brasil Pró-Clima, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o canal AgroMais, aconteceu na última terça-feira, 28 de setembro, e teve como tema "Energia Renovável e a agenda climática"

publieditorial 07/10/2021 • 13:08 - Atualizado em 07/10/2021 • 13:13
2° Live - Brasil Pró Clima - CNI
2° Live - Brasil Pró Clima - CNI
divulgação

São Paulo, 29 de setembro de 2021 — Na visão de especialistas em produção energética e de estudiosos na questão climática, o Brasil pode ser o grande destaque da COP26 — a 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU —, que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro de 2021 na cidade escocesa de Glasgow.

Durante a segunda edição da live Brasil Pró-Clima, promovida pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com o canal AgroMais, realizada na última terça-feira, 28 de outubro, o presidente da Datagro, Plínio Nastari, o diretor geral da Siemens Energy, André Clark, e o diretor-presidente da Unica, Evandro Gussi, esmiuçaram o tema “energia renovável e mudanças climáticas” e falaram sobre o papel do País no movimento global.

Em um cenário de recuperação da recessão global e da continuidade do avanço dos impactos das mudanças climáticas, cada vez mais visíveis, as expectativas em torno dos resultados da COP26 e da participação do Brasil no evento são crescentes.

“O mundo está aflito por medidas que permitam o controle imediato do aquecimento global. E parte dessas soluções já são muito bem aproveitadas pelo Brasil, que pode gerar uma série de oportunidades muito positivas para o País e ainda exportar sua exitosa experiência na questão da matriz energética limpa”, afirmou Nastari, presidente da Datagro.

O executivo cita as experiências brasileiras com combustíveis renováveis como etanol, biodiesel, bioquerosene, biometano e outros como exemplo do que o País pode contribuir no controle da emissão de gases poluentes.

Créditos de carbono

Para o diretor-presidente da Unica, Evandro Gussi, outro destaque do Brasil a ser mostrado na COP26 são os créditos gerados pela regulação do mercado de carbono no País.  O crédito de carbono é um certificado que atesta e reconhece a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). Nesse mercado, empresas que possuem um nível de emissão muito alto e poucas opções para a redução podem comprar créditos de carbono para compensar suas emissões.

“É importante lembrar que alguns setores vitais da economia global não são capazes de neutralizar suas emissões de carbono sozinhos. É aí que os créditos de carbono servirão, na amortização de quem não pode atingir a limitação das emissões neste momento, em prol daquelas companhias que estão substituindo sua matriz energética por matrizes renováveis”, salienta Gussi.

E se por um lado a regulamentação do mercado de carbono segue em tramitação na Câmara dos Deputados, por outro o Brasil já possui estabelecida a Política Nacional de Biocombustíveis, chamada de RenovaBio, instituída em 2017, cujos objetivos são: promover a adequada expansão dos biocombustíveis na matriz energética, com ênfase na regularidade do abastecimento de combustíveis; e assegurar previsibilidade para o mercado de combustíveis, induzindo ganhos de eficiência energética e de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa na produção, comercialização e uso de biocombustíveis.

“O RenovaBio é um dos maiores programas de precificação de carbono do planeta. É um ponto alvissareiro para que o Brasil seja, de fato, um exemplo a ser seguido na questão energética renovável”, comentou Clark.

A segunda live completa do Brasil Pró-Clima: Energia Renovável e Agenda Climática pode ser conferida em sua íntegra na página do canal AgroMais no YouTube. Se preferir, acesse o link.

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